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Investigadores portugueses coordenam edição especial da revista “Biological Invasions”
Departamento de Biologia sexta-feira, 06-05-2011
O Doutor Ronaldo de Sousa é um dos quatro biólogos portugueses que coordenam o volume especial de Maio da revista internacional “Biological Invasions”, publicada pela Springer. O volume especial de 14 artigos aborda as implicações das espécies invasoras no funcionamento dos ecossistemas e os seus impactos económicos. Por exemplo, em Portugal ressaem os problemas gerados pela introdução de espécies como a acácia, o chorão, o jacinto de água, a amêijoa asiática, o lagostim vermelho, o visão-americano e o nemátode dos pinheiros.
  Investigadores portugueses coordenam edição especial da revista “Biological Invasions”
 


Os biólogos Ronaldo Sousa (Universidade do Minho), Pedro Morais (Centro Internacional para a Ecohidrologia Costeira - UNESCO), Ester Dias (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar) e Carlos Antunes (Aquamuseu do Rio Minho), todos eles também ligados ao Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto, prefaciam o volume especial da revista, que se intitula "Invasive species and ecosystem functioning: time to merge". O suplemento vem na sequência do primeiro congresso internacional sobre o tema - I World Conference on Biological Invasions and Ecosystem Functioning (BIOLIEF), que foi organizado pelos quatro cientistas em 2009 e reuniu no Porto mais de 300 investigadores de 42 países.

 

O volume especial realça que o estudo de invasões biológicas produz resultados essenciais para o debate sobre a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas, mas esse estudo terá que ser sempre a primeira medida a implementar para prevenir/minimizar os prejuízos ecológicos e financeiros induzidos por espécies invasoras. Por outro lado, defende-se o desenvolvimento de programas regulares de monitorização neste âmbito, que em geral têm financiamento reduzido e são reestruturados para optimizar os recursos.

 

Os artigos desta edição explicam como as espécies invasoras podem alterar significativamente o funcionamento dos ecossistemas em zonas terrestres ou aquáticas, em vários tipos de organismos e latitudes. As espécies que têm maior probabilidade de afectar os ecossistemas são as que adicionam ou removem estruturas físicas e influenciam a frequência, severidade e a extensão de perturbações; modificam a disponibilidade, captura e uso de recursos; e afectam as relações da cadeia alimentar. Segundo Ronaldo Sousa, as mudanças dependem também da abundância, do tempo de permanência do invasor e da distinção funcional nas espécies.


 
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